Acordei naquele mesmo rio
olhando para aquele vazio
escrevendo cartas endereçadas a ninguém
uma pessoa no meio de tantas
crendo que seria ali o seu lugar
não necessitando de ajuda
queria apenas estar ali contemplando o nada
olhando para mim mesmo naquele reflexo de um passado atual
olhos escuros e sem compaixão
sofrendo pela maldita auto-piedade
cade aqueles sentimentos que brotavam antes
com uma sutileza que não parecia possível existir
tudo não passou de um momento
e aqui parado percebo cada vez mais
que o mundo que eu sonhei viver
não é esse em qual estou
infelizmente com uma bofetada acordei
dos meus devaneios de uma manhã
a escrita tenta sempre me surpreender
os autores colocam sua alma no que dizem
eu estou aqui pensando
cade o meu livro ?
os capítulos perdidos em uma existência artificial
e tudo o que eu queria era apenas
devolver tudo o que sinto
para aquele que se foi
perdido nesse rio .

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