domingo, 6 de julho de 2025

O vazio da existência real



Todos os dias acordamos com rotinas das mais diversas personificações, hoje vou relatar o que passa na cabeça de uma pessoa, quando ela não sabe o motivo de tudo aquilo vir a sua mente. Nesse momento do texto para frente vale ressaltar que vão ser palavras que talvez não terão um ponto final, mas uma base do que acontece nessa mente hoje: 

Estou sentado sem entender o motivo do ódio que existe em mim , não venho mostrar meus defeitos como formas de escape não acredito nisso , mas sei que faço. O bloqueio de parar de sentir para querer lembrar o que são os sentimentos, vem se tornando uma dificuldade diária, que a rotina traz e fora o que sinto, tentar lidar com as normas que o mundo nos obriga a ter e não conseguir amenizar o que se passa numa cabeça para se lembrar o que é sorrir, amar, desejar e prosperar. Eu me vejo num liquidificador ligado tentando funcionar mas com o motor queimando pelo vazio que existe tentar escapar para o algo além dele. E quando eu percebe isso, aquilo que falam pra mim de uma forma recorrente se torna estranho pois não consigo sentir mas consigo desejar sentir , e teve um tempo que essa vontade não existia, era apenas um boneco respondendo o que a configuração social exige. Nisso tudo hoje sentado na areia percebo que quando criei o meu eu " acabei de me defender de não levar uma bolada na cara, e consegui me defender" foi uma forma de passar nas palavras o que enxergo com os meus bloqueios, é o sentir , a defesa é algo tão poderoso que não consigo trazer uma resposta rápida nem precisa dela. O sol não incomoda, o barulho não me perturba , minha mente me engana e sei disso quando acho que conheço tudo o que deixei de sentir , para criar as respostas que não sei o motivo delas. As vezes tudo é tão rápido que contenho ações ou reações, e essa falta de estabilidade mostra meu corpo querendo fugir dessa montanha sem altura certa. Odeio as consequências que obrigo que os outros encarem , odeio meu eu , odeio quem sou , mas amo os outros como nunca consegui me amar e sempre fui assim, desde criança. Não entendo como deposito tanto nos outros e nada em mim, eu já cantei pro vazio, gritei pro silêncio e murmurei pro nada. Já tive medo dos outros e não encarei o medo por mim. Eu sei que não parece constante dizer tudo isso quando existem momentos que digo foda-se pra tudo eu me amo. E saber que isso tudo é uma levantamento de inseguranças traz o vazio da existência real, como vou deixar de ser quem sou ? Como mudar ? Como não saber a reação certa quando sempre me fizeram acreditar que sou a reação mínima ou a máxima para quem sou e para o que encaro quando faço esse mini texto. Foram tantas pautas de tudo na vida que sempre repito as respostas que consigo que na minha mente dizem que é aquela a certa, quando isso as vezes nem existe. Eu acredito que sinto energias , das pessoas ao meu redor, e me escondo no fone de ouvido para esquecer que elas existem , eu me engano analisando tudo que acredito que elas estejam mostrando, que é aquilo o certo , mas no fim eu não sei e não sei pq não consigo simplesmente aceitar que existem respostas que nunca terei e quando conseguir entender as fases dessas respostas não respondidas, talvez me encare um pouco mais e veja que as minhas crenças na montanha de bloqueios sirvam para que eu sangre minhas mãos e consiga sentir mais um pouco o que é viver sem esquecer de mim , e olhe lá pra baixo e agradeça que isso não é o final, talvez lembre de chorar por uma vitória. Essas foram as coisas que vieram na minha mente hoje que irão crescer quando eu consiga sentir mais e encarar que nem tudo se resume ao que exista em minha volta mas na montanha e seu topo. Obrigado João Paulo de hoje que fez você sair de casa e sentir algo além da dor que você não sabe que tem quando não lembra o que é dor.