terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Televisor


Que minhas despedidas tenham sido suficiente desalmado ingrato
imundo menino berrante que não sabe a hora de ficar calado 
esse ar de nefasto que carrega em torno de você 
me deixa inquieto a ponto de pensar loucuras 
Todo o meu desgosto para o seu olhar 
que só torna tudo mais angustiante canalha 
sorrindo de tragédias alheias como se fossem 
a coisa mais simples do mundo 
tomo-te a vida seu bastardo 
com o desprezo que carrego por ti 
não precisa ser na destruição do corpo 
mas com o desrespeito por você 
e suas valorizações pessoas 
que não enxergam o corvo 
se perdem em outras dimensões 
o que vejo nas suas costas 
são penas, uma maldição de sua existência 
cada palavra de sua boca é veneno 
uma língua de cobra na boca digital 
monstro criado para denegrir famílias
destruir futuros 
impedir desenvolvimentos 
espero que seu fim seja triste 
que seu sinal seja cortado 
seu televisor maldito 
enganando quem ainda não sabe viver  

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