segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
O conto das pétalas
Eu era apenas mais um na sua contagem
e aprendi de uma maneira perversa
que procurar seus desejos foi um grande erro
me senti deitado em pétalas vermelhas
que mudaram de cor com o meu sangue
quando andávamos de mãos dadas a sensação
era como se você segurasse uma luva com lâminas
que grudavam em minha pele fazendo tudo mudar
a dor era uma companheira perversa e tua aliada
aquela mortal e sorridente nas horas de aflição
quando tentava escapar de seu carcere era o pior momento
o desejo e o ódio que existiam no meio daquele quarto de motel
vendido e sujo não eram nada comparada a vontade de te ferir
uma chance era apenas o que eu precisava
para ter minha liberdade e vida de volta
era minha ultima escapada mas os demônios
não te deixavam trabalhar sozinho
te odiei como um racista encara um negro
eu desejei ver pétalas brancas antes de meu fim
mas na hora eu percebi que meu fim era longe de tudo
então aquelas rosas eram manchadas com o punhal erguido
e encravado em meu peito, a minha liberdade consegui apenas
quando eu vi que a resposta para tudo era sair desse mundo
e encarar uma nova etapa desconhecida e talvez cruel
pelo pecado que cometi.
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