Espelhos dos sonhos que foram jogados no ralo
olhares que julgam-me pelo que sou e não pelo que comem
eu gosto de sentir no fundo da alma o que dizem de mim
eu não ligo para o velho calendário que deixaram na minha mesa
atualizo as datas para não reviver o desprezo de te ver
eu gosto do mel , e odeio você
Eu vi que não tenho nada a ganhar
as cartas não foram jogadas a toa
péssima aposta do meu ser incompleto
em um toque de violão crio essa ilusão
beirando a realidade em uma grande excursão
nessa cifras com lágrimas de chorão
eu prefiro assim do que ser como fui
afogado no rio das lágrimas dos desamparados
o cotidiano me sufoca nas sonatas do caos
eu queria te jogar la no fundo
e o que eu fiz ?
me sentei nessa lacunas de desprazer
e ali olhei para o grande rio
e fiquei até o despertador gritar : acorda e idiota deixa se ser !

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