Rostos de porcelana
mesmo nas alturas me sentindo baixo
partes de uma festa sem fim
pessoas escutando atrás da porta
caminhos opostos ao que cruzamos
você já se sentiu sozinho ?
longas estradas e sozinho?
cansado dessa cidade que só me deixa de lado
procurando um caminho que á muito se foi
não adiantou chorar no meio da jornada
nem sei o jeito de me perder sem sentir
não vou ficar esperando por rostos de porcelana
não vou me vender a sentimentos que não me ajudam
quero atravessar a ponte e não me perder
a chave que abria as suas vontades se perderam
seus olhos são como um mundo vazio perdido no nada
e nas minhas memórias contidas no meu eu
vivo essa velha rima nesse velho lugar

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