terça-feira, 19 de junho de 2012

Rostos de porcelana


Rostos de porcelana 
mesmo nas alturas me sentindo baixo 
partes de uma festa sem fim 
pessoas escutando atrás da porta 
caminhos opostos ao que cruzamos 
você já se sentiu sozinho ?
longas estradas e sozinho? 
cansado dessa cidade que só me deixa de lado 
procurando um caminho que á muito se foi 
não adiantou chorar no meio da jornada
nem sei o jeito de me perder sem sentir 
não vou ficar esperando por rostos de porcelana 
não vou me vender a sentimentos que não me ajudam 
quero atravessar a ponte e não me perder 
a chave que abria as suas vontades se perderam 
seus olhos são como um mundo vazio perdido no nada 
e nas minhas memórias contidas no meu eu 
vivo essa velha rima nesse velho lugar 

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