Nem o sonho de ser adolescente o mar estridente
nem a inveja dos desalmados
podem trazer a tona as vontades do dia
mesmo não tendo as mesmas angustias do mendigo
o mesmo desapego da vagabunda
o choro do faminto
a angustia do doente
incondicionado com a frustração do corno
admirando os desejos autocratistas dos justos
que parecem inexistentes
vivo nos devaneios do mundo moderno
lutando contra conceitos já formados
dizem-se uma sociedade justa
onde trabalho duro é sustentar uma família com salário minimo
onde o amor deixou de ser um dom
a vida é diferente para cada um
grito de boca cheia mesmo sendo tão sortudo
não é um defeito
mas encaro a vida como um inferno
não à minha masa a de muitos
o sono do caracterizado é finito
mas nunca sua pessoa
sempre a máscara cai
nessas velhas memorias contidas.

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