quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

pena de memória


Nem o meio termo deixa as coisas seguirem seu rumo 
nada de ilusões quero algo real 
vou deixar de ter que fingir,seguir sem mentir para mim 
estou aqui agora chamando seu nome deixando as coisas fluírem
parecendo uma pessoa alienada escrevendo para o vento 
com os dedos sendo minha caneta 
 eu vou tentar tudo para que o perfeito não seja o medíocre 
como lembrança da vida que nos obriga a lembrar que não somo inteiramente 
donos do nosso próprio nariz 
nada de coisinhas mimadas, tomando litros para uma noite 
todo o papo que tivemos deixou claro 
que serão direções opostas que iremos tomar 
não posso acordar sem sentir que foi algo certo 
você sabe que minha vida sempre foi assim 
nada de razões medíocres  
quero situações que provem meu erro 
de estar ali no momento que você queria 
e encarar meus medos enquanto se divertia 
mostrar a luz que não brilha sem todas as minhas besteiras 
que ficam gritando pare de ser bobo 
afinal o riscar de minha carta foi para ser jogada 
para longe de você e retirada de mim 
como uma pena de memória 
que sai de uma asa. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário