sábado, 16 de março de 2019

A ópera dos encontrados

Uma volta e vejo voce,
Sem entender o que sinto,
Não sabendo os motivos de tudo,
Nem os erros do nada.

Mais um dia e encaro você,
Sempre perdido em qual jornada seguir,
Procurando uma memória linear,
Ou um sentido similar de algo.

Outro momento e esbarro em você,
Sem fôlego, porém vivendo o momento,
Percebendo que o não, nos limita,
No entanto o sim nos desarma.

Quem é você ? Parado aqui nesse lugar,
Sem se identificar e não tendo voz para falar.
Não sei o que te fez chegar aonde chegou, mas sei que minhas limitações,
Tentaram adivinhar o motivo que tornou você quem é .

Você não tem voz, não posso te ver sempre, mas posso te encontrar quando quiser. Quando te vi a primeira vez não sei, mas hoje quando te vejo, imagino como será daqui há alguns anos.

O espelho é um maestro, que controla a ópera dos encontrados. Eu me vejo e te encaro. Você sou eu, porém quem sou para tu ? Essa resposta você não tem, pois cópia tudo o que digo e faço. Quem serei eu amanhã ? Hoje não darei essa resposta, porém deitarei e amanhã terei uma nova memória para criar. E com isso estarei na jornada da mudança.

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