terça-feira, 3 de julho de 2012

porradas na parede


A onda das águas e um sorriso 
eu sou um tolo por se preocupar 
a alma que vive em mim não faz parte de besteiras 
tenho medo de ser mais um pelado na multidão 
ouvindo verdades sendo arrancadas do meu coração 
esse sou expressivo as porradas na parede 
e tenho pavor dos dias iguais 
esse destino quem dita sou eu 
os sons de um violão sem cordas 
encontrei sua carta 
palavras tão sem consenso 
e não basta desculpas 
você é tudo de imaturo 
não me chame de amante 
te odeio 
a minha cabeça diz seu nome 
me tire dos eu 
e vou sem ti para o infinito além 
nessas memórias.

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